Ocorreu recentemente uma assembléia na ECA com a participação de apenas alguns estudantes
Antes de explicar o que decidimos, é importante esclarecer um pouco sobre como são feitas as votações:
Há 90 pessoas com o direito de votar para diretor, que é a pessoa com maior poder dentro da Escola de Comunicação e Artes. A grande maioria desses votantes são os professores, mas os alunos conseguiram, através de reivindicações, o direito a 11 votos, que são os votos dos Representantes Discentes.
À primeira vista, isso não parece muita coisa. 11 votos pra um universo de 2000 e poucos alunos não é quase nada.
É pouco, mas é o que garante a vitória numa disputa acirrada. Mesmo não sendo o caso dessa, com apenas dois participantes realmente interessados, isso pode acontecer. Envolver-se nas decisões sobre o que é feito com a pequena parcela de decisão que temos é importantíssimo.
De qualquer jeito, os estudantes têm apenas 11 votos.
Qual o motivo da última Assembléia?
A última assembléia teve como fim decidir o que seria feito com os votos da consulta que está acontecendo na ECA. Como isso se aplicaria aos votos dos estudantes, ou seja, como seriam empregados os 11 votos dos nossos RD’s.
Havia três propostas:
1ª proposta – Do resultado da consulta, na qual todos da ECA podem votar, seriam considerados apenas os votos dos estudantes. Estes decidiriam sozinhos, portanto, o que seria feito com seus 11 votos, deixando de lado os resultados da consulta entre os professores e funcionários, que serviriam apenas como informação.
2ª proposta – O voto seria paritário, ou seja, tanto estudantes quanto funcionários teriam o mesmo peso de decisão. Seriam levados em consideração os votos de todos para decidir o que seria feito dos 11 votos dos estudantes. Isso quer dizer que cada uma das categorias tem direito, proporcionalmente, a 1/3 da decisão
3ª proposta – Seriam levado em conta os votos de todos, independente de sua categoria. Quem recebesse mais votos levaria os votos dos RD’s.
O que foi decidido?
A maioria dos presentes na Assembléiaéram estudantes de jornalismo.
O voto paritário ganhou. É uma forma de protesto. Estamos dispostos a votar da maneira que deveria ser votado: funcionários, professores e estudantes com o mesmo peso.
Abrimos mão, portanto, do controle pleno sobre nossos votos para mostrar o desejo pela igualdade de decisão tanto na ECA quanto no resto da USP.
Essa decisão considerou o fato de que a eleição possuí apenas dois candidatos declarados, não havendo assim um universo muito grande de escolha.